A NVIDIA investiu mais de US$ 6,5 bilhões em fotônica desde março de 2026, buscando reduzir gargalos na transmissão de dados para a era da IA. O montante está distribuído entre empresas especializadas do setor, visando ampliar a capacidade de interconexão entre chips.
As duas maiores beneficiárias iniciais deste aporte foram Coherent e Lumentum, cada uma recebendo US$ 2 bilhões para ampliar fábricas e operações nos Estados Unidos. O financiamento também envolveu contratos de aquisição entre as partes.
Em seguida, a NVIDIA destinou US$ 2 bilhões à Marvell, que já vinha migrando para fotônica após adquirir a Celestial AI em 2025. A medida reforça o alinhamento da empresa com chips e soluções de conectividade avançada.
A participação da NVIDIA incluiu ainda apoio à startup Ayar Labs, com US$ 500 milhões captados em rodadas recentes, com aportes da AMD e da MediaTek. O objetivo é impulsionar tecnologias de interconexão óptica para data centers.
Com esse conjunto de investimentos, a empresa se tornou a principal investidora no segmento de fotônica até o momento. As operações devem levar a um volume total superior a US$ 9 bilhões nos próximos anos, segundo fontes próximas ao tema.
A parceria com a Corning também está prevista para ampliar o investimento total para US$ 3,2 bilhões ao longo do tempo. O foco é superar limitações do cobre na infraestrutura para IA, especialmente em transmissões entre chips de grandes clusters.
Por que fotônica
O incentivo está na limitação do cobre para suportar a banda e a energia demandadas pela IA generativa. A fotônica promete reduzir perdas em longas distâncias entre componentes, mantendo desempenho estável com o aumento de dados e escalabilidade.
Essa transição envolve quebras de padrão de comunicação entre núcleos e aceleradores, com a promessa de acelerar a evolução dos chips de próxima geração. A NVIDIA mira novas gerações de aceleradores baseadas em soluções ópticas.
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