O Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, desenvolveu protótipos de salmão, caviar e anéis de lula feitos por impressão 3D de alimentos à base de plantas. Os recentes experimentos visam reproduzir formatos, textura e perfil nutricional de frutos do mar.
O projeto funcionou com tintas alimentícias obtidas de extratos vegetais, combinadas a proteínas vegetais, farinhas de leguminosas, óleos de algas, corantes naturais e nanoingredientes bioativos. A montagem busca espelhar as propriedades organolépticas dos animais originais.
A matéria-prima envolve bancos ativos de germoplasma da própria Embrapa, que concentram microrganismos e plantas para reconstrução de tecidos equivalentes aos marinhos. A impressão ocorre em nível nanométrico para ajustar o conteúdo proteico e calórico.
Segundo pesquisadores do LNANO, o equilíbrio entre carboidratos, lipídeos e proteínas é fundamental para entregar as mesmas características nutricionais das espécies tradicionais. A técnica permite enriquecimento nutricional responsável por meio do software de modelagem antes da impressão.
A pesquisa recebeu aprovação de uma comissão interna de ética e apoio financeiro do Good Food Institute (GFI), instituição que financia alternativas proteicas sustentáveis. As amostras já passaram por testes sensoriais com humanos.
Embora integrado à vitrine tecnológica da Embrapa, o cronograma para lançamento comercial e distribuição nacional ainda não foi definido. A equipe segue analisando prazos, regulações e estratégias de escala produtiva.
Detalhes técnicos
- Protótipos: filés de salmão, caviar e anéis de lula impressos em 3D.
- Matéria-prima: tintas estruturais à base de insumos vegetais e proteínas vegetais.
- Objetivo: approximar textura, sabor e valor nutricional de frutos do mar com produção sustentável.
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