Um estudo da Universidade de Stavanger, na Noruega, avaliou leitores de formato impresso e digital. Participantes leram textos idênticos em papel e no Kindle, permitindo comparação direta de compreensão e memória.
Os resultados mostraram que quem leu em papel reconstruía melhor a sequência de acontecimentos e fixava a leitura com maior envolvimento emocional. O estudo aponta vantagens cognitivas do livro físico frente aos dispositivos digitais.
A pesquisa reforça a ideia de que, apesar do avanço das telas, livros impressos podem favorecer concentração prolongada e absorção de informações de modo mais eficiente. Dispositivos digitais tendem a promover leitura mais rápida e fragmentada.
Mapa mental e atenção
Durante a leitura, o cérebro associa trechos a posições na página, criando um mapa mental que facilita memorização e recuperação de dados. Em contrapartida, a leitura digital costuma contar com notificações e estímulos visuais que tiram o foco.
Cognitivamente, especialistas destacam riscos potenciais para a reflexão, empatia e pensamento analítico ao consumir textos apenas em tela. A leitura em papel pode favorecer estados de concentração mais estáveis.
Impacto emocional e estresse
Paralelamente, uma pesquisa da Universidade de Sussex, no Reino Unido, indicou que poucos minutos diários de leitura reduzem significativamente o estresse, superando atividades como ouvir música ou caminhar. Os livros oferecem pausa ao ritmo digital.
Além de benefícios emocionais, os estudos sugerem ganhos em habilidades distintas conforme o gênero literário. Romances vigoram empatia, thrillers treinam memória e raciocínio, enquanto ensaios promovem reflexão crítica.
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