Liu Bin, arqueólogo chinês conhecido por seu trabalho no sítio Liangzhu, admitiu culpa em 20 de maio em Suichang, no Zhejiang, por corrupção e apropriação indébita. A audiência ocorreu na Justiça local, com a defesa buscando esclarecer o contexto dos fatos.
Segundo a acusação, Liu recebeu mais de 4,65 milhões de yuans em propina e desvinculou 300 mil yuans de um projeto de pesquisa relacionado à civilização de Liangzhu. A detenção ocorreu em dezembro de 2025 e a prisão, em fevereiro, conforme apuração.
O histórico do arqueólogo inclui formação na Jilin University, atuação no Instituto Provincial de Relíquias Culturais e Arqueologia de Zhejiang desde 1985, passagem pela Zhejiang University em 2020 e participação na descoberta das ruínas da cidade de Liangzhu em 2007. Ele também integrou a candidatura de Liangzhu à UNESCO.
Entre 2009 e 2021, Liu aceitou as vantagens para facilitar aprovações de projetos de proteção de relíquias e de exploração arqueológica, com pagamentos envolvendo familiares de colegas e empresas ligadas a trabalhos na região de Liangzhu. O caso envolve ainda uma empresa de proteção de relíquias de Shaanxi e contratos de projetos digitais relacionados ao sítio.
A defesa argumentou que parte do valor recebido ocorreu após o fim do mandato público, defendendo tratar o caso sob procedimento disciplinar em vez de criminal. Não houve divulgação de penalidade até o momento, segundo fontes.
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