A Shift passou a oferecer faxina gratuita em Nova York mediante a gravação de todo o serviço em vídeo. O projeto envolve operadores verificados de empresas parceiras que executam a limpeza para clientes locais. A iniciativa busca coletar imagens para treinar robôs domésticos.
Os trabalhadores utilizam bonés com câmera acoplada, registrando as atividades em visão em primeira pessoa. A empresa afirma que a gravação descreve a sequência de movimentos necessários para esfregar, aspirar, limpar bancadas e lavar louça.
Segundo o co-CEO Bercan Kilic, o material captado ajuda a treinar sistemas de IA para lidar com tarefas domésticas em ambientes reais. A proposta é que ambientes mais desafiadores contribuam para o aprendizado.
Para quem encara o projeto, a preocupação é a privacidade. Dados sensíveis, como rostos ou informações em telas, são supostamente borrados antes do processamento das imagens pela IA.
Privacidade e validação
- A Shift diz que informações sensíveis são removidas antes da utilização de vídeos em treinamento de IA.
- A empresa também reforça que os prestadores podem recusar tarefas nas quais não se sintam confortáveis.
- O serviço está disponível por tempo limitado em Nova York e pode seguir para outras cidades.
Expansão planejada
A empresa planeja ampliar o modelo para São Francisco, Londres, Zurique e Munique, conforme anunciaram os executivos. A prática envolve remunerar pessoas que registram rotinas por meio de um aplicativo móvel.
Contexto de mercado
Dados coletados devem ter valor estratégico na corrida por robôs humanoides, com a China liderando o setor. A CES 2026 mostrou soluções como o CLOiD, da LG, com braços e mãos articulados, ilustrando caminhos de desenvolvimento.
Aplicação futura
A Shift já remunera dezenas de milhares de pessoas em 15 países por registros de rotinas. O uso de vídeo para treinar robôs domésticos é apresentado como etapa inicial, com possível expansão para culinária, encanamento e construção civil.
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