IBM anunciou hoje, em Nova York, investimento superior a US$ 10 bilhões em computação quântica ao longo de cinco anos, buscando se tornar uma referência similar à Nvidia no setor.
A meta é construir até 2029 o Quantum Starling, o primeiro computador quântico de larga escala com correção de erros, capaz de uso comercial em medicamentos, finanças, energia, segurança digital e outros setores.
O projeto envolve a criação da subsidiária Anderon, fruto de parceria com o governo dos EUA, para fabricar qubits no país. Na semana passada, o governo federal abriu um subsídio de US$ 1 bilhão para a iniciativa, com aporte adicional da IBM de US$ 1 bilhão para viabilizar.
O que o Quantum Starling poderá fazer
O sistema terá cerca de 200 qubits lógicos no novo centro de dados de Poughkeepsie, Nova York, e promete executar mais de 100 milhões de operações quânticas, segundo a IBM. A empresa afirma que a máquina seria cerca de 20 mil vezes mais capaz que os quânticos atuais, ainda limitados pela correção de erros.
A IBM diz que o Starling abrirá caminho para aplicações comerciais, reduzindo prazos para desenvolvimento de fármacos, descoberta de novos materiais e otimização de processos industriais. A longo prazo, a empresa planeja evoluir para o IBM Quantum Blue Jay com 2.000 qubits lógicos e 1 bilhão de operações, previsto para 2033.
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