Um novo comprimido mostrou benefícios em pacientes com câncer de pâncreas metastático que não respondia mais a tratamentos anteriores. O fármaco daraxonrasib bloqueia uma proteína mutada que alimenta o crescimento tumoral em mais de 90% dos casos.
No estudo, 500 pacientes foram randomizados para receber o comprimido diário ou a quimioterapia usual. Os participantes que usaram o medicamento viveram, em média, 13,2 meses, frente a 6,7 meses no grupo que recebeu quimioterapia.
O estudo, publicado no New England Journal of Medicine, foi apresentado no congresso da Asco, em Chicago. A pesquisa foi liderada por Zev Wainberg, da Universidade da Califórnia, e Brian Wolpin, do Dana-Farber, com apoio da Revolution Medicines.
Detalhes do estudo
Os resultados indicam quase o dobro de sobrevida para quem tomou daraxonrasib, com menos efeitos colaterais graves relatados. A continuidade do tratamento tende a ampliar a diferença de sobrevida ao longo do acompanhamento.
Especialistas que não participaram do estudo destacaram a relevância do ganho de vida e da qualidade de vida associada ao tratamento, mesmo sem a cura da doença. Eles ressaltam a necessidade de confirmar efeitos em estágios mais precoces.
Implicações e próximos passos
Pesquisadores discutem que o medicamento pode definir um novo padrão para pacientes com câncer de pâncreas metastático previamente tratados. Também há interesse em avaliar o uso em estágios iniciais e a possibilidade de tornar mais pacientes aptos à cirurgia.
A FDA já sinalizou aceleração de análise e autorizou acesso expandido para pacientes que atendam a critérios específicos. A divulgação destacou que efeitos colaterais comuns incluem erupções cutâneas e feridas na boca, em alguns casos graves.
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