O Cemaden alertou o governo federal sobre a possibilidade de o El Niño ser muito forte neste ano e trazer impactos diretos ao Brasil. A probabilidade estimada é de 70% de o evento ser forte ou extraforte. As informações foram encaminhadas ao Planalto por meio de um ofício.
O documento, enviado à Casa Civil no dia 19 de maio, destaca ondas de calor mais intensas e uma situação que pode se assemelhar ao ciclo de 2023/2024. Técnicos do Cemaden ainda não têm margem de certeza, que deve ser mais bem definida a partir de julho.
A projeção aponta maior risco de seca e calor nas regiões Norte e Nordeste, com pressão sobre recursos hídricos. Já Sudeste e Centro-Oeste podem enfrentar redução de chuvas, elevando o risco hidrológico e dificultando a recuperação de reservatórios.
Medidas e impactos regionais
No Sul, as previsões indicam possibilidade de chuvas mais intensas, com maior probabilidade de enchentes, enxurradas e deslizamentos. Em áreas ecologicamente sensíveis, o aquecimento poderia intensificar impactos em bacias hidrográficas e áreas urbanas.
O documento lista seis recomendações para o governo: ampliar o monitoramento de chuvas e secas, manter radares meteorológicos em operação e reavaliar áreas críticas como encostas, margens de rios e comunidades isoladas.
A cooperação entre União, estados e municípios é destacada, com foco em monitoramento, análise de risco, alerta público e resposta rápida. O Cemaden também reforça a necessidade de integração entre órgãos para uma ação mais eficiente.
De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, o El Niño pode figurar entre os eventos mais intensos das últimas três décadas, em linha com aquecimento global. A previsão mundial também aponta recorde de calor para o planeta.
O governo federal tem mantido reuniões frequentes com técnicos e autoridades dos ministérios envolvidos para planejar ações robustas. O objetivo é reduzir prejuízos à população sem fantasiar cenários de crise.
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