O tratamento do câncer de próstata no Brasil tem mostrado avanços relevantes em tecnologia e acesso. Novas terapias, combinadas a procedimentos minimamente invasivos, prometem maior precisão e menos efeitos colaterais para os pacientes. As informações destacam caminhos de cuidado desde o diagnóstico até a retomada da qualidade de vida.
Entre as novidades estão técnicas que evitam a retirada da glândula em casos iniciais. O ultrassom de alta intensidade destrói células tumorais com calor, preservando tecidos saudáveis e reduzindo riscos de incontinência e impotência. A aprovação regulatória também ampliou opções para casos metastáticos.
A Anvisa autorizou o uso de fármacos radioativos para câncer de próstata resistente à castração, como o Lutécio 177 (Pluvicto), que atua com radiação localizada. Pesquisas nacionais mostram ganhos ao combinar medicamentos orais sem necessidade de castração química.
Avanços na cirurgia robótica e o SUS
A cirurgia robótica passou a ter cobertura obrigatória dos planos de saúde desde abril de 2026. No SUS, o INCA inaugurou, em 2025, o primeiro Centro de Treinamento e Pesquisa em Robótica. O espaço utiliza o Da Vinci Xi e simuladores para capacitar equipes da rede pública.
O INCA já realizava cirurgias robóticas desde 2012 e ampliou a oferta com estrutura dedicada. A expansão no SUS inclui treinamento de profissionais e maior disponibilidade dessa tecnologia na rede pública de saúde.
Sinais de alerta e diagnóstico
O câncer de próstata em estágio inicial costuma ser silencioso. Quaisquer sinais costumam aparecer em fases mais avançadas, quando atingem a uretra ou bexiga. Dificuldade para iniciar a micção, jato fraco, dor ao urinar e sangue na urina ou sêmen são indicativos.
Para diagnóstico precoce, recomenda-se PSA e toque retal, com faixa etária adaptada ao histórico de cada paciente. Em geral, a avaliação deve começar entre 40 e 50 anos, conforme o risco individual.
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