O cinema reforça a ideia de que tubarões farejam sangue a quilômetros de distância, alimentando o medo de ataques humanos. Contudo, especialistas dizem que essa percepção não corresponde à realidade.
Filmes de ataque de tubarão costumam mostrar cruzadas rápidas entre oceano aberto e presas, mas a bióloga marinha Maddalena Bearzi explica que a resposta sensorial não funciona assim. Tubarões não possuem um olfato ultrasseletivo para humanos.
Segundo a Ocean Conservation Society, a imagem exagerada surge da narrativa cinematográfica. Mesmo que haja odor de sangue, não significa que seja hora de caçar ou que humanos integrem a dieta natural dos tubarões.
Especialistas destacam que os tubarões utilizam várias pistas para localizar presas. Entre elas estão a linha lateral, a audição, e as ampolas de Lorenzini, que detectam campos elétricos na água.
Bearzi reforça ainda que humanos não costumam ser alvo preferencial dos tubarões. Se a espécie estivesse caçando pessoas, usaria todos esses sentidos, e não apenas o olfato. Em comparação, o risco de morte por raio nos EUA é muito maior do que por ataque de tubarão.
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