Microsoft afirma que seu novo chip quântico, Majorana 2, é cerca de 1.000 vezes mais confiável que o Majorana 1, ampliando a resistência dos qubits para uma média de 20 segundos. A mudança pode favorecer a resolução de problemas comerciais nos próximos anos.
Segundo a empresa, a melhoria se traduz na possibilidade de desenvolver uma máquina quântica capaz de enfrentar tarefas úteis comercialmente até 2029. No entanto, o chip atual conta apenas com 12 qubits, o que ainda demanda avanços significativos para chegar a milhões de qubits.
A Microsoft não divulgou publicamente os detalhes técnicos completos de suas descobertas, citando confidencialidade comercial. A empresa mantém o uso de uma abordagem topológica de computação quântica, baseada em propriedades de uma quasi-partícula prevista na década de 1930.
Avaliações e perspectiva externa
Paul Stevenson, professor de física da University of Surrey, pondera que o cronograma parece plausível se as promessas se firmarem na prática. Ele afirma que, se bem-sucedida, a empresa pode emergir como concorrente relevante no desenvolvimento de máquinas quânticas tolerantes a falhas.
Contexto do cenário mundial
Há uma corrida global para avanços em computação quântica devido ao potencial de resolver problemas atualmente além da capacidade das máquinas convencionais. Diferentes abordagens competem entre si, com grandes investimentos em pesquisa e parcerias industriais ao redor do mundo.
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