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Psoríase: sintomas e fatores que desencadeiam crises

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova registro do ustequinumabe para psoríase, artrite psoriásica e outras doenças inflamatórias, ampliando opções no SUS

A psoríase vai além da pele e pode afetar articulações, unhas e a qualidade de vida dos pacientes
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A Anvisa autorizou o registro do ustequinumabe, comercializado como Yesintek, para tratamento de psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa. A decisão ocorreu em maio e integra opções terapêuticas para doenças inflamatórias crônicas. O objetivo é ampliar o manejo dessas condições no Brasil.

A psoríase é uma doença inflamatória crônica de origem imunomediada que afeta a pele principalmente, mas pode atingir articulações e unhas. Existem ainda ligações com problemas intestinais e oculares, com impacto emocional significativo. A ativação inadequada do sistema imune acelera a renovação celular cutânea.

Principais sinais incluem placas avermelhadas e descamativas em cotovelos, joelhos, couro cabeludo e região lombar, com coceira ou sensibilidade. Alterações nas unhas, como descolamento e ondulações, também são comuns, junto com eventuais dores articulares. Lesões em áreas de dobra podem simular infecções.

Fatores que desencadeiam crises envolvem estresse, infecções, traumas na pele, tabagismo, álcool, obesidade e privação de sono. Mesmo uso de certos medicamentos e suspensão abrupta de corticoides sistêmicos podem agravar o quadro. O clima frio e pele ressecada também colaboram para o agravamento.

Avanços terapêuticos indicam que os biológicos atendem pouco mais da metade dos pacientes sob SUS. Em 2024, adalimumabe, secuquinumabe e ustequinumabe responderam por grande parte do mercado, especialmente em casos moderados e graves. Essas opções trazem maior direcionamento e resposta mais rápida.

A pesquisa aponta que, apesar dos avanços, há desafios no diagnóstico e no tratamento. A distribuição por sexo é quase 50/50, com leve proteção à mulher. Idades de diagnóstico variam: mulheres costumam ter confirmação entre 50 e 59 anos, homens entre 44 e 64 anos.

Entre as barreiras, médicos destacam falta de informação e até atraso no diagnóstico como obstáculos. O acompanhamento irregular também é comum, com pacientes buscando atendimento apenas em crises. A adesão ao tratamento é essencial para controlar a inflamação e reduzir crises.

A Dra. Maria de Fátima ressalta que mitos ainda persistem: a psoríase não é contagiosa e não se trata apenas de estética. O estresse pode piorar, mas há tratamento eficaz, com períodos de remissão possíveis. O manejo exige acompanhamento médico e mudanças de hábitos de vida.

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