O rearranjo de átomos na superfície do ouro pode tornar o metal mais resistente à oxidação, aponta estudo da Universidade de Tulane, nos EUA. A pesquisa, publicada em maio de 2026, sugere que uma “barreira” atômica reduz drasticamente as interações com o oxigênio, ajudando a manter o brilho do ouro por longos períodos.
Os cientistas usaram simulações computacionais para entender o comportamento de átomos e elétrons em diferentes geometrias de superfície. Observou-se que, sem esse rearranjo, as moléculas de oxigênio reagiriam com o metal com mais facilidade, acelerando a oxidação.
A barreira protetora em escala atômica
A equipe constatou que a supressão das reações com o oxigênio varia de 1 bilhão a 1 trilhão, segundo o estudo, o que configura uma barreira de proteção quase imensa para o material. Superfícies com formatos quadrados ou retangulares mostram reconstrução mais rápida que as hexagonais, impactingo na proteção.
Implicações industriais
A descoberta pode influenciar o desenvolvimento de catalisadores à base de ouro, utilizados para acelerar reações químicas em processos industriais. O conhecimento sobre a estrutura de superfície pode tornar tais catalisadores mais eficientes ao facilitar dissociação de oxigênio sob condições específicas.
Caso o rearranjo seja induzido de forma controlada, o ouro poderia ampliar sua atuação como catalisador para determinadas reações químicas, ampliando aplicações em eletrônica, automotiva e aeroespacial. O estudo destaca a possibilidade de manipular as superfícies para otimizar desempenho.
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