O Ministério da Saúde descartou dois casos suspeitos de Ebola no Brasil, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Pacientes apresentavam febre, calafrios e sintomas gastrointestinais após viagens recentes à República Democrática do Congo e Uganda. Exames realizados em amostras de saliva, urina e sangue não indicaram Ebola.
No Rio, o viajante de Uganda teve diagnóstico negativo para Ebola, com confirmação de malária após avaliação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O caso foi notificado como suspeito, mas não houve registro de confirmação da doença.
Em São Paulo, o paciente de 37 anos teve o diagnóstico de doença meningocócica confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL). A internação ocorreu no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. O Ebola continua sem registro no país.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil nunca teve caso confirmado de Ebola. A investigação seguiu protocolos nacionais para febres hemorrágicas virais, adotados após a ESPII da OMS devido ao surto na região dos Grandes Lagos.
Situação internacional e vigilância
Até 27 de maio, a OMS reportou 906 casos suspeitos e 223 mortes na República Democrática do Congo, com 134 casos confirmados e 18 mortes. Nove confirmações também ocorreram em Uganda.
O Ministério publicou nota técnica em 1º de junho para reforçar vigilância, preparação e resposta. O texto orienta monitoramento de viajantes e identificação de casos, com isolamento e acompanhamento de contatos.
Medidas no Brasil
O plano de contingência prevê coleta de segunda amostra 48 horas após a primeira, se necessário, e não prevê fechamento de fronteiras. O Brasil não mantém voos diretos para a região mais afetada, reduzindo fluxos de viajantes.
O país mantém orientação de atuar com vigilância intensificada, preparo de serviços de saúde e comunicação rápida com autoridades de saúde estaduais e municipais.
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