Novos resultados do estudo PSMAddition reforçam a eficácia da terapia radioligante vipivotida tetraxetana no tratamento do câncer de próstata avançado. Os dados apresentados no ASCO 2026 mostram benefício consistente em diferentes perfis de pacientes.
A combinação do medicamento com o tratamento padrão reduziu o risco de progressão da doença ou morte entre 26% e 28%, incluindo pacientes com alto e baixo volume tumoral, doença recidivada e metastática já no diagnóstico. Outros desfechos seguiram a mesma tendência.
O perfil de segurança manteve-se semelhante aos estudos anteriores, com boca seca, fadiga, náusea, ondas de calor e anemia entre os efeitos mais comuns. A pesquisadora Fred Saad ressalta a confiabilidade dos resultados.
Bianca Cormanich, diretora da Novartis Brasil, aponta que os achados ampliam a perspectiva de uso da terapia em estágios iniciais da doença, hintando maior alcance terapêutico.
Sinal vermelho para o PSA e avanço com 225Ac-PSMA-617
Resultados iniciais do estudo AcTION, que avalia a terapia radioligante 225Ac-PSMA-617, sugerem perfil de segurança aceitável e atividade antitumoral promissora, justificando a continuidade do desenvolvimento clínico.
O objetivo da fase é definir a dose ótima para estudos futuros, com base em dados preliminares sobre eficácia e tolerabilidade. O alvo PSMA é expresso na maior parte das células de câncer de próstata.
Importância de atingir PSA e PSMA no diagnóstico
O aumento do PSA pode sinalizar resistência do tumor ao tratamento. Anualmente, cerca de 186 mil homens recebem diagnóstico mundial de câncer de próstata metastático hormônio-sensível. A doença evolui para resistência à castração, com piora do prognóstico.
O PSMA, alvo da terapia radioligante, está presente em mais de 80% dos casos, destacando-se como ferramenta para direcionar a radiação de forma mais específica e potencialmente ampliar opções terapêuticas.
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