Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Criador da primeira IA conversacional dos anos 60 dedicou-se a destruí-la

Do criador de ELIZA ao crítico da IA, Weizenbaum alerta sobre riscos de substituir julgamento humano por máquinas

Criador do ELIZA, Joseph Weizenbaum passou de pioneiro da IA conversacional a um dos maiores críticos da relação entre humanos e máquinas. (Getty Images)
0:00
Carregando...
0:00

Eliza, criado nos anos 60, é considerado um dos primeiros sistemas de IA capaz de conversar com humanos. O responsável foi o cientista de computação Joseph Weizenbaum, que, meses depois, passou a alertar sobre os riscos da relação entre máquina e decisão humana.

O programa, desenvolvido em 1966 no MIT, simulava diálogos por padrões de texto. Seu modo mais conhecido imitava um psicoterapeuta rogeriano, devolvendo perguntas ao interlocutor.

Weizenbaum relatou que usuários criaram vínculos emocionais com a máquina em poucos minutos de conversa. Em alguns casos, pediam privacidade para interagir com o ELIZA, mesmo sabendo tratar-se de uma máquina.

Transformação de visão

Décadas depois, Weizenbaum mudou drasticamente de posição sobre tecnologia e ética. Em O Poder dos Computadores e a Razão Humana (1976), questionou limites éticos da delegação de decisões às máquinas.

O pesquisador argumentou que há decisões que não devem depender da automação, principalmente em áreas sensíveis. Também destacou o problema de atribuir empatia a sistemas apenas simulados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais