Eliza, criado nos anos 60, é considerado um dos primeiros sistemas de IA capaz de conversar com humanos. O responsável foi o cientista de computação Joseph Weizenbaum, que, meses depois, passou a alertar sobre os riscos da relação entre máquina e decisão humana.
O programa, desenvolvido em 1966 no MIT, simulava diálogos por padrões de texto. Seu modo mais conhecido imitava um psicoterapeuta rogeriano, devolvendo perguntas ao interlocutor.
Weizenbaum relatou que usuários criaram vínculos emocionais com a máquina em poucos minutos de conversa. Em alguns casos, pediam privacidade para interagir com o ELIZA, mesmo sabendo tratar-se de uma máquina.
Transformação de visão
Décadas depois, Weizenbaum mudou drasticamente de posição sobre tecnologia e ética. Em O Poder dos Computadores e a Razão Humana (1976), questionou limites éticos da delegação de decisões às máquinas.
O pesquisador argumentou que há decisões que não devem depender da automação, principalmente em áreas sensíveis. Também destacou o problema de atribuir empatia a sistemas apenas simulados.
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