Durante o maior congresso de oncologia do mundo, o ASCO, em Chicago, médicos reagiram de forma comovida aos resultados de um estudo de fase 3 com a pílula daraxonrasib. O estudo, chamado RASolute 302, avaliou pacientes com câncer pancreático metastático.
O medicamento é administrado por via oral, uma vez ao dia, e mostrou benefício significativo em comparação com a quimioterapia intravenosa padrão. O objetivo foi medir a sobrevivência global em indivíduos que já haviam passado por tratamentos prévios.
No total, participaram 500 pacientes com variantes do gene RAS, sendo 91,8% portadores da mutação G12, comum no câncer de pâncreas. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente entre o comprimido de 300 mg e a quimioterapia.
Resultados de impacto
Entre os que tinham mutações RAS, a mediana de sobrevida foi de 13,2 meses com o comprimido, ante 6,6 meses com a quimioterapia. O risco de morte caiu 60% no grupo que recebeu o medicamento. Além disso, mais de 31% apresentaram redução mensurável do tumor, contra 11,2% no grupo quimioterapia.
Ampliação do contexto terapêutico
Os resultados ficaram consistentes ao analisar o conjunto total de pacientes, incluindo aqueles sem mutação identificada no RAS. A pesquisa reforça a atuação do fármaco contra cânceres impulsionados por mutações comuns do gene RAS, incluindo outros tipos além do pancreático.
Perspectivas regulatórias
A Revolution Medicines pretende submeter os dados à FDA para obtenção de aprovação regulatória. No Brasil, o caminho depende dos processos da Anvisa e da eventual publicação de diretrizes pela ANS. O comunicado do estudo enfatiza o avanço rumo a tratamentos que atinjam pacientes com progressão após terapias prévias.
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