Ao longo de décadas, a contagem de espermatozoides vem caindo de forma acentuada, aumentando a ansiedade e alimentando desinformação sobre fertilidade masculina. Surge, então, o fenômeno conhecido como spermmaxxing, prática discutida em reportagens e redes sobre como melhorar a qualidade e a quantidade de espermatozoides.
Pesquisadores, médicos e influenciadores discutem se a preocupação atual tem base sólida. Estudos apontam quedas significativas entre 1973 e 2018: redução de cerca de 51,6% na concentração de espermatozoides e 62,3% no total. Fatores de estilo de vida e ambientais são citados como potenciais causas.
Especialistas ressaltam que grande parte das informações online é enganosa ou comercial. Embora haja consenso sobre a existência de desafios na saúde reprodutiva masculina, usos de termos sensacionalistas podem levar a promessas duvidosas e produtos sem eficácia comprovada.
O que está em jogo
Docentes e médicos destacam que a atenção pública à saúde masculina é benéfica quando baseada em evidências. Há consenso de que alterações no estilo de vida podem influenciar a fertilidade, sem, porém, haver garantias de resultados rápidos ou milagrosos.
Alguns profissionais ressaltam que a avaliação adequada envolve análise de sêmen e exames complementares. Além disso, a função erétil costuma ser um indicador sensível da saúde geral e pode sinalizar questões que vão além da fertilidade.
Como cuidar da fertilidade masculina
Especialistas sugerem medidas realistas para melhorar a qualidade do sêmen: evitar calor excessivo na região genital, manter sono de qualidade, adotar dieta mediterrânea, reduzir alimentos processados e praticar exercícios, especialmente treino de resistência. A orientação médica continua essencial para decisões sobre tratamento hormonal ou intervenções.
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