O debate sobre whey protein e mau hálito ganhou reforços científicos, segundo a dentista Ana Paula Corlaite. Ela afirma que não há evidência robusta de que o suplemento cause halitose, destacando que a maioria dos casos está ligada à própria boca.
A especialista explica que o principal responsável pelo odor é o biofilme bacteriano na língua, principalmente na região posterior, onde proteínas são decompostas e liberam compostos sulfurados voláteis. Esse processo é considerado a origem mais comum da halitose.
Questões de saúde bucal, como periodontite, também aparecem entre as causas relevantes. Embora haja interesse em entender a influência da alimentação e de certos padrões dietéticos, ainda não existem estudos consistentes que estabeleçam uma relação causal direta entre whey protein e mau hálito.
Na prática clínica, o diagnóstico inicial costuma apontar fatores bucais como foco. A presença de biofilme lingual e de doença periodontal permanecem como as causas mais frequentes do problema, segundo a especialista.
A recomendação principal é manter higiene bucal adequada, com atenção especial à limpeza da língua, como medida essencial para prevenir e controlar a halitose.
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