Na pesquisa publicada, um medicamento experimental mostrou retardar a progressão do câncer de pâncreas metastático e ampliar a sobrevida de pacientes. O estudo envolveu 500 voluntários com adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais comum da doença, já resistente à quimioterapia.
Metade dos pacientes recebeu apenas quimioterapia; a outra metade, daraxonrasib, na forma de comprimidos diários. A fase 3 comparou os dois grupos para avaliar eficácia, segurança e impacto na qualidade de vida.
Os resultados indicam que a sobrevida média foi de 6,7 meses com quimioterapia sozinha, enquanto o grupo que recebeu o fármaco alcançou 13,2 meses. Também houve relatada melhoria na dor e na qualidade de vida.
O daraxonrasib atua de forma indireta na proteína KRAS, bloqueando uma etapa anterior por meio da molécula cyclophilin A. Essa abordagem diferente das tentativas anteriores visa neutralizar a sinalização que leva à multiplicação celular descontrolada.
Dados e próximos passos
Os efeitos colaterais incluíram erupções cutâneas, diarreia e vômitos, geralmente menos frequentes do que os observados com quimioterapia. Apenas 1% dos pacientes no grupo com o daraxonrasib abandonaram o tratamento por causa dos efeitos adversos, contra 11% no grupo controle.
O medicamento ainda não recebeu aprovação regulatória nem está disponível fora de ensaios clínicos. A próxima etapa envolve submissão de dados para avaliação por autoridades como a FDA, com decisões esperadas nos próximos meses.
Potencial e limitações
Caso seja aprovado, o daraxonrasib pode se tornar parte de um novo padrão de tratamento para câncer de pâncreas com mutação KRAS. A pesquisa também abre portas para investigar aplicações em outros tumores com mutações semelhantes.
Embora o resultado seja promissor, os pesquisadores destacam que não há cura ainda. A droga representa uma etapa importante na tentativa de controlar uma forma de câncer historicamente resistente a terapias.
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