Desde 2018, baleias cinzentas passaram a parar com frequência na Baía de São Francisco, área portuária movimentada dos EUA. A presença das baleias aumenta o risco de colisões com navios, o que motivou uma ação de monitoramento.
Pesquisadores montaram uma rede com câmeras térmicas e software de IA para alertar as embarcações quando baleias são identificadas na baía. A ideia é reduzir incidentes e mortes no trânsito marítimo.
O projeto envolve o Benioff Ocean Science Lab, WhaleSpotter e o Marine Mammal Center. Um humano credenciado confirma as detecções antes de publicar alertas no site Whale Safe, acessível a serviços de navegação da região.
Atualmente, dois dispositivos de detecção estão operando na baía. Um na torre da Guarda Costeira, em Angel Island, e outro a bordo de um ferry que cruza uma área com alta incidência de baleias.
A tecnologia funciona 24 horas, com câmeras térmicas que captam o calor de respirações e corpos de baleias quando emergem. O objetivo é orientar manobras para reduzir riscos de colisão.
A visão a longo prazo é expandir para uma rede integrada em pontes, ferries e infraestrutura local, cobrindo toda a baía. A IA auxilia na detecção constante, complementando a vigilância humana.
Antes de ampliar, a equipe planeja dois próximos ciclos sazonais para alinhar dados com stakeholders locais, assegurando que as informações atendam às necessidades de evitar colisões.
O projeto já ganhou atenção do legislativo estadual. O deputado Sam Liccardo apresentou uma proposta para criar um gabinete dedicado à proteção das baleias, com foco em orientar as marinhas sobre medidas de segurança.
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