O Ministério da Saúde, a Febrasgo e o Cremesp alertaram sobre o protocolo de suplementação para bebês divulgado nas redes sociais, que promete turbinar o desenvolvimento e o QI. Especialistas afirmam que não há respaldo científico para tais promessas.
Conteúdos compartilhados online apontam que gestantes podem receber vitaminas e aminoácidos por via intravenosa, com dosagens baseadas no peso e na idade da criança. Algumas receitas chegam a custar R$ 297 cada, sem cupons de desconto.
O Ministério da Saúde publicou alerta nas redes sociais na tentativa de desmentir o protocolo, destacando a falta de comprovação científica. O acompanhamento pré-natal, vacinação e alimentação equilibrada continuam recomendados.
Posicionamentos institucionais
A Febrasgo reforçou que vitaminas orais e injetáveis com foco em aumentar inteligência ou imunidade não integram diretrizes clínicas reconhecidas e carecem de evidências robustas. A prática é contestada por especialistas.
O Cremesp informou que a divulgação pode induzir gestantes ao erro e que tratamentos sem respaldo ético violam normas da profissão. O órgão acompanha casos de divulgações sensacionalistas nas redes.
Especialistas destacam riscos da suplementação indiscriminada durante a gestação, que pode provocar efeitos adversos para mãe e bebê. A Febrasgo lembra que o uso recomendado envolve ácido fólico, ferro, cálcio e, em situações específicas, vitamina D.
Entre na conversa da comunidade