Todo alimento molda a resposta do sistema imune. O médico nutrólogo Dr. Leonardo Anhesini explica, em pauta clínica, como escolhas diárias podem influenciar inflamação, intestino e imunidade. O tema vai além do clichê de que comer bem fortalece a imunidade.
Imunonutrição estuda como nutrientes modulam a defesa do organismo. Em linguagem simples, o sistema imune consome energia; quando faltam nutrientes, a defesa fica comprometida. Dados indicam que a qualidade da alimentação importa para a resposta imune.
A inflamação tem função protetiva, mas pode se tornar crônica. Dietas com ultraprocessados, açúcar e gorduras de baixa qualidade mantêm o corpo em estado inflamatório constante. Em contrapartida, padrões como a dieta mediterrânea ajudam a regular esse processo.
O intestino é protagonista na relação entre alimento e imunidade. A microbiota reage ao que comemos; fibras e prebióticos alimentam bactérias benéficas. Um microbioma diversificado favorece a regulação imune, enquanto o uso excessivo de antibióticos e o estresse prejudicam.
O que fazer no dia a dia para sustentar o equilíbrio
- Varie vegetais no prato, buscando cores diferentes para diferentes bioativos.
- Inclua gordura boa diariamente: azeite extravirgem, castanhas, abacate e peixes.
- Priorize fibras: aveia, feijão, lentilha, frutas com casca, chia, linhaça.
- Reduza ultraprocessados e açúcar refinado, mantendo o consumo moderado de vez em quando.
- Cuide do básico: sono adequado, atividade física e hidratação continuam fundamentais.
A imunonutrição é um campo em expansão, com resultados promissores, desde que haja consistência ao longo do tempo. O ajuste alimentar deve ocorrer de forma individualizada, com avaliação profissional.
Atenção ao fato de que cada organismo reage de modo distinto. O que funciona em teoria pode não ser ideal para todos. Por isso, a orientação de um profissional faz diferença para quem busca alinhamento entre alimentação e objetivos de saúde.
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