O programa MAVEN da Nasa encerrou oficialmente suas atividades em 3 de junho, encerrando 11 anos de estudo da atmosfera de Marte. A missão, que operou órbita marciana, nunca monitorou apenas a atmosfera, mas também a interação com o Sol e a resposta marciana ao plasma solar.
Inicialmente prevista para durar um ano, a missão estendeu-se por mais de uma década. Em dezembro do ano passado, a MAVEN saiu de comunicação ao passar por trás de Marte, e não conseguiu reconectar após emergir. A equipe da Nasa não confirmou o retorno do sinal desde então.
Desde então, a Nasa trabalha para recuperar a comunicação e avaliar a possibilidade de continuidade de alguns objetivos, mas, em fevereiro, a missão foi declarada irrecuperável. O processo de desativação começou, com foco na preservação de dados gerados ao longo de mais de dez anos de operação.
Legado científico
A MAVEN forneceu dados sobre a interação entre Marte e o Sol, o clima marciano, a presença de água e aspectos de habitabilidade. Entre as descobertas está a evidência de que tempestades solares aceleram a erosão da atmosfera marciana, contribuindo para o progressionismo do planeta rumo a um ambiente frio e árido.
A missão também registrou auroras marcianas, acompanhou a passagem do cometa 3I/Atlas pelo planeta e ajudou na retransmissão de dados dos rovers na superfície. Ao todo, a equipe produziu mais de 800 publicações científicas durante a vigência da missão.
O que deu errado
A Redes de Espaço Profundo (DSN) da Nasa detectou que, ao ficar oculto atrás de Marte, o MAVEN entrou em modo de segurança e começou a girar a alta velocidade. Com isso, as baterias esgotaram e o orbitador perdeu a capacidade de se comunicar com a Terra.
A DSN funciona como a infraestrutura de telecomunicações que conecta espaçonaves distantes à Terra. A causa exata da falha permanece sob investigação, com um relatório final previsto para este ano.
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