Doler: Mania de coçar os olhos pode ter impactos reais na saúde ocular. Uma prática comum, especialmente entre crianças e adolescentes, pode acelerar a progressão do ceratocone, condição que afina e deformam a córnea. Ao coçar, surgem microtraços e transmissão de germes, aumentando riscos.
O ceratocone é geralmente hereditário e costuma passar despercebido no início. Sintomas incluem visão embaçada, distorção, maior necessidade de ajuste de óculos e sensibilidade à luz. O diagnóstico precoce é essencial para evitar danos permanentes à visão.
Segundo o oftalmologista Marcelo Guedes, da Clínica de Olhos Avançada, coçar os olhos é um dos principais agravantes da doença, especialmente em quem tem alergias. O hábito pode acelerar a deterioração da córnea.
Além de piorar a condição, o ato de coçar facilita infecções oculares, pois as mãos podem levar germes para a região. Arranhões na córnea e ruptura de vasos sanguíneos são possíveis desdobramentos.
Tratamento e diagnóstico precoce
Quando identificado cedo, o ceratocone pode ser controlado com o crosslinking, evitando procedimentos mais invasivos. O método envolve riboflavina na córnea e exposição à luz UV, fortalecendo as fibras de colágeno.
Para jovens, o crosslinking costuma ser a opção indicada, principalmente diante de sinais de progressão. Dados do especialista apontam que a intervenção precoce aumenta as chances de sucesso e reduz necessidade de cirurgias maiores.
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