A babação noturna é mais comum do que muita gente imagina. Especialistas apontam que, na maioria das vezes, o fenômeno é normal e faz parte de mecanismos do sono. A saliva é essencial para a digestão, a proteção dental e o controle de microrganismos na boca.
Durante o sono, a produção de saliva segue um ritmo diferente e a deglutição acontece com menos frequência. Músculos da boca ficam mais relaxados, o que facilita a saída da saliva, especialmente em posições de sono como de lado ou de bruços.
Quem dorme com a boca entreaberta ou respira pela boca tem maior propensão a babar. A congestão nasal e condições que dificultam a respiração nasal também elevam o risco, assim como resfriados, alergias, refluxo e uso de aparelhos odontológicos.
Entre os fatores que elevam a salivação noturna estão dormir de lado ou de bruços, respirar pela boca, congestão nasal, infecções respiratórias, alergias, refluxo e trincas de dentes. Coisas simples, como cochilar em viagens, também ajudam.
Crianças costumam babar mais durante o sono, devido ao desenvolvimento dos músculos da deglutição e ao surgimento dos dentes. Esse quadro tende a melhorar com o tempo, geralmente até os 4 anos de idade.
Para reduzir o incômodo, recomenda-se respirar pelo nariz, tratar alergias, evitar refeições pesadas perto de dormir e reduzir alimentos gordurosos ou ácidos à noite. Travesseiros adequados ajudam a manter a posição correta.
Caso a saliva aumente repentinamente, piora com o tempo ou apareça durante o dia, procure avaliação médica. Em alguns casos, pode sinalizar alterações na respiração ou na coordenação muscular.
A salivação excessiva pode estar associada a problemas como apneia do sono, doenças neurológicas ou alterações nas vias respiratórias. Tratamentos variam conforme a causa e vão desde ajuste da respiração até terapias de deglutição.
Em linhas gerais, babar ao dormir é um fenômeno natural para a maioria das pessoas e não representa risco grave. A gravidade do sintoma determina se há necessidade de investigação médica.
Entre na conversa da comunidade