A Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil) anunciou o lançamento do projeto Abrolhos-Trindade + Resiliente, voltado à proteção dos recifes de coral entre Abrolhos, sul da Bahia, e a Cadeia Vitória-Trindade, no Espírito Santo. O programa recebe aporte de 7,2 milhões de reais do Fundo Socioambiental do BNDES, totalizando 14,4 milhões com contrapartida da CI-Brasil. O objetivo é conservar ecossistemas marinhos, apoiar pesquisa científica e incentivar o turismo regenerativo.
O projeto será desenvolvido ao longo de três anos em uma área de cerca de 8 milhões de hectares, entre o Espírito Santo e a Bahia. No Espírito Santo, o foco é ampliar o conhecimento sobre áreas pouco estudadas, especialmente os corais de profundidade da Cadeia Vitória-Trindade. Na Bahia, apoiar unidades de conservação como as Reservas Extrativistas Marinhas de Canavieiras, Cassurubá e Corumbau, além do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.
Além da conservação, a iniciativa aposta no turismo sustentável como motor de renda local. A Futuri, hub de turismo regenerativo ligado à CI-Brasil, participa como parceira para fortalecer áreas protegidas, integrar comunidades em redes de governança e criar roteiros que valorizem cultura regional e conservação. Em Abrolhos, o turismo já impulsiona a economia regional e a geração de empregos locais.
A iniciativa também visa estimular a produção de algas marinhas, turismo de base comunitária e modelos de negócio que substituam atividades predatórias por fontes de renda sustentáveis. O programa inclui ações de planejamento territorial, manejo e adaptação às mudanças climáticas, com foco nas comunidades costeiras.
Dados locais indicam que Abrolhos tem peso relevante na economia regional. Em 2024, o turismo na região movimentou quase 7 milhões de reais, enquanto as unidades de conservação, pesca e turismo somam cerca de 1,9 bilhão de reais. As áreas protegidas respondem por parte significativa dos empregos da região.
Ao longo das ações, a CI-Brasil já investiu recursos para estruturar negócios locais, capacitando dezenas de empreendedores, com participação expressiva de mulheres. A atuação prevê integração entre governos, comunidades e setor privado para sustentar a conservação com geração de renda.
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