Em todo o mundo, as mulheres vivem, em média, cinco anos a mais do que os homens. A diferença persiste globalmente, mas varia conforme país e hábitos. Pesquisadores tentam explicar por que essa longevidade é mais alta entre mulheres.
Entre as hipóteses estão fatores comportamentais, sociais e biológicos. Em países como Rússia, Ucrânia e Vietnã, a diferença pode superar dez anos, enquanto em Nigéria é menor. Hábitos como fumo, consumo de álcool e padrões de alimentação influenciam o risco de mortalidade.
Estudos indicam que hormônios desempenham papel importante. O estrogênio oferece proteção cardiovascular, regula imunidade e auxilia na saúde óssea e cerebral. Já a testosterona masculina pode contribuir para comportamentos de maior risco, embora o mecanismo ainda não seja claro.
Outra linha de pesquisa observa padrões evolutivos. Em mamíferos, fêmeas costumam viver mais, enquanto em aves é comum o contrário. A depender da espécie, dois cromossomos sexuais podem favorecer a sobrevivência de cada sexo, o que ajuda a entender parte das diferenças.
Mesmo com a maior longevidade, mulheres geralmente convivem com incapacidades não fatais no envelhecimento, como lombalgia e depressão. Pesquisas indicam respostas imunes mais fortes, porém associadas a maior incidência de doenças inflamatórias. A biologia, porém, não esgota o tema: ambiente e hábitos também importam na saúde ao longo da vida.
Conclusões não são simples. Cientistas destacam que fatores como alimentação, sono, atividade física e estresse moldam a trajetória de cada pessoa. O que se sabe é que a distância entre os sexos envolve uma combinação de biologia, comportamento e condições sociais.
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