Casos envolvendo usuários de chatbots têm chamado a atenção de profissionais de saúde mental. Psicólogos relatam um aumento de pessoas que desenvolveram vínculos emocionais com assistentes virtuais. A relação é descrita por alguns como amorosa ou afetiva, especialmente em plataformas de IA.
As conversas persistentes e personalizadas com sistemas como Replika e Character.AI ajudam a criar sensação de intimidade. Em semanas ou meses, alguns usuários recorrem à psicologia para lidar com dependência, rejeição ou luto após mudanças nas plataformas.
Além do aspecto técnico, fatores como isolamento social, solidão e ansiedade também aparecem como contribuintes para o surgimento desses vínculos. Pesquisadores destacam que a relação pode depender mais do contexto emocional do usuário do que da tecnologia em si.
O caso do Replika
O Replika surgiu como um chatbot de companhia emocional. Usuários relatam ter desenvolvido relações bastante próximas ao longo de anos. Em 2023, mudanças na plataforma restringiram certos tipos de interação, gerando reação na comunidade e relatos de tristeza e frustração.
O episódio evidenciou o grau de envolvimento emocional que pode ocorrer com a ferramenta. Pesquisadores passaram a acompanhar como esse vínculo influencia comportamento, autoestima e relações sociais, sem tratar a IA como doença.
O papel do Character.AI
O Character.AI ampliou o conceito ao permitir conversar com personagens fictícios, celebridades históricas ou criações de usuários. A plataforma ganhou milhões de usuários e sessões longas de interação, com temas pessoais surgindo nas conversas.
Estudos de Harvard indicam que esses sistemas oferecem disponibilidade constante e validação, o que facilita vínculos emocionais profundos. Pesquisadores enfatizam que o objetivo é entender impactos na saúde mental, não criminalizar a tecnologia.
Entre na conversa da comunidade