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Cientistas russos e quirguizos estudam cidade medieval afogada por terremoto do século XV

Equipes da Rússia e do Quirguistão exploram Turu-Aygir, cidade medieval submersa no Issyk-Kul após terremoto do início do século XV, buscando datação do sismo e vestígios muçulmanos

Kristina Guseynova, a laboratory assistant at the Institute of Archaeology of the Russian Academy of Sciences, with a part of an ancient jug
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Russian and Kyrgyz scientists estão estudando as ruínas do centro medieval de comércio Turu-Aygyr, submerso nas águas do lago Issyk-Kul, no Quirguistão, há séculos. A descoberta foi anunciada pela Sociedade Geográfica Russa (RGS) no ano passado, quando iniciou uma missão arqueológica conjunta com o Instituto de Arqueologia da Academia de Ciências da Rússia e a Academia Nacional de Ciências da República do Quirguistão.

O objetivo da expedição é entender a cidade que fazia parte da antiga Rota da Seda, entre a China e o Ocidente. Turu-Aygyr foi destruída por um terremoto no começo do século XV e, em seguida, ficou sob as águas do lago. Segundo o líder da equipe quirguiz, Valery Kolchenko, a população local mudou bastante após o sismo, com assentamentos medievais sendo substituídos por pastores nômades.

Maksim Menshikov, pesquisador da RAS e chefe da missão, explica que a região esteve sob controle dos Karakânidas entre os séculos X e XIII. Ele acrescenta que a população praticava várias religiões, incluindo paganismo Tengri, budismo, cristianismo nestoriano e, principalmente, o islamismo entre os envolvidos na atividade econômica.

Progresso das escavações

A equipe atua em quatro áreas entre três e treze pés de profundidade, na região noroeste do lago. Em um ponto, surgiram restos de construções em tijolo queimado, um moinho e um elemento arquitetônico decorado, sugerindo a presença de espaço de reunião similar a mesquita, banho ou madrassa. Também foram encontrados complexos de pedra e madeira, com amostras de madeira para datar o abalo.

Em outra área, foi localizada uma necrópole muçulmana. Os cadáveres foram enterrados de lado direito, com o rosto voltado para Meca, prática compatível com a tradição islâmica do período. Dois indivíduos já foram exumados para estudo de padrões de vida da época.

Registros históricos e outros achados

Paralelamente ao trabalho de campo, arqueólogos analisam descrições chinesas contemporâneas da região. Registros do Tang dão pistas de interesse histórico na área, o que pode auxiliar na correlação entre materiais históricos e os achados arqueológicos.

Em uma terceira área, foram encontrados陶 cerâmicas medievais; já em uma quarta, estruturas arredondadas e retangulares, que deverão ser exploradas em futuras temporadas de escavação.

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