O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra dengue com o imunizante do Butantan. A medida ocorre enquanto as autoridades investigam 42 casos graves entre cerca de 500 mil pessoas vacinadas, incluindo duas mortes.
O ministro Alexandre Padilha afirmou que não há evidências suficientes para estabelecer uma relação de causalidade entre a vacina e os três casos graves. O sinal é de alerta para o sistema de vigilância, conforme o governo.
A suspensão vale para profissionais da Atenção Primária e para as áreas onde a vacinação estava em curso, incluindo Nova Lima (MG), Maranguape (CE), Botucatu (SP) e a região de Araguaína (TO).
O que está sendo investigado
Entre os casos graves, uma mulher de 39 anos teve dengue grave com internação na UTI, mas recebeu alta. Outra mulher, 48 anos, evoluiu com dengue grave e meningite; houve óbito. Um homem de 58 anos também morreu após evolução para dengue grave.
As duas mortes seguem sob avaliação das autoridades sanitárias, que acompanham os desdobramentos dos casos em vigilância contínua.
Monitoramento e próximos passos
A partir de 9/6, o monitoramento de eventos adversos será ampliado. Pessoas vacinadas até 21 dias devem ficar atentas aos sinais e buscar atendimento médico ante qualquer alerta.
Padilha destacou que a suspensão não implica perda de eficácia da vacina, e os estudos continuam revelando proteção contra os quatro sorotipos da dengue.
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