A Universidade de Massachusetts Amherst apresentou uma pesquisa publicada na Nature Communications, em 8 de junho, mostrando uma IA com funcionamento cerebral e consumo de energia muito menor. O estudo sugere que capacidades avançadas de IA podem ser alcançadas sem o alto gasto energético típico.
A equipe, liderada pela professora Hava Siegelmann, desenvolveu uma IA que imita o cérebro humano. O objetivo é permitir aprendizado contínuo e reduzir a energia necessária para a computação inteligente, mantendo alta capacidade de processamento.
Siegelmann afirma que sistemas de IA atuais são potentes, porém consomem muita energia. O trabalho propõe projetar uma IA altamente capaz que opere com eficiência muito maior, sem perder desempenho.
Avanço tecnológico: redes neurais assíncronas
A equipe criou a ANT, redes neurais de Turing assíncronas, que eliminam a necessidade de sincronização global. A arquitetura mantém propriedades de redes profundas e treináveis, reduzindo o consumo energético em várias ordens de magnitude.
A ANT atualiza apenas os neurônios necessários em cada etapa, o que evita o relógio global de sincronização. Essa abordagem pode diminuir consideravelmente o gasto energético durante o treinamento.
Segundo Siegelmann, a solução atinge o equilíbrio entre poder computacional e adaptabilidade, especialmente em IA de grande escala. O objetivo é evoluir a eficiência energética para aplicações em curto alcance de energia.
A equipe avalia ampliar capacidades para aprendizado contínuo e otimizar uso em sistemas autônomos com restrições de energia, como robôs, veículos autônomos e dispositivos de borda.
A pesquisa recebeu financiamento da National Science Foundation dos EUA e do Office of Naval Research, além de apoio do Air Force Office of Scientific Research. O estudo cita aplicações práticas futuras para IA de baixo consumo.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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