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O que fazer após tomar a vacina da dengue do Butantan

Ministério da Saúde suspende temporariamente a vacina contra dengue do Butantan após 42 reações graves; investigação busca relação causal

Dengue - (crédito: Arquivo/Agência Brasil)
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O Ministério da Saúde suspendeu, preventivamente, o uso da vacina do Butantan contra a dengue nesta segunda-feira, 8 de junho, após registro de reações adversas graves. A medida busca entender se os efeitos estão ligados ao imunizante. A decisão vale para todo o território nacional.

Até o momento, cerca de 501 mil pessoas foram vacinadas desde o início da campanha no SUS, entre profissionais de saúde e jovens de 15 a 49 anos de algumas regiões. A suspensão não implica ineficácia da vacina nem mudanças nas evidências de proteção.

Para os imunizados, o ministério afirma que não há motivo de pânico. Foram 42 casos de reações severas e duas mortes, com sintomas compatíveis com dengue grave. A orientação é ficar atento a sinais incomuns nos 21 dias seguintes à aplicação.

Entre os sinais de alerta estão febre, dor abdominal intensa, vômitos, sangramentos, tontura, sonolência e desidratação. Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico imediato. Equipes de saúde vão reforçar a vigilância.

A médica Isabella Ballalai, da SBIm, orienta que quem apresentar quadro semelhante à dengue, mesmo sem gravidade, procure avaliação médica. Não é preciso ir ao posto apenas por ter sido vacinado, mas é essencial avaliação médica diante de sintomas.

O ministério reitera que a suspensão é preventiva e não invalida a proteção observada. Quem já foi imunizado continua protegido, e a vigilância epidemiológica permanece monitorando a população vacinada. O objetivo é esclarecer a relação entre eventos e o imunizante.

Dados e próximos passos

A vacina foi aplicada em 417,4 mil profissionais de saúde, 83,6 mil pessoas entre 15 e 49 anos em Botucatu, Maranguape e Nova Lima, e moradores de Araguaína, no Tocantins, onde havia alta de casos. Investigação busca confirmar ou excluir ligação com o produto.

Orientação à população vacinada

O ministério reforça o acompanhamento médico para quem tenha dúvidas ou apresente sintomas, independente de gravidade. A continuidade da vigilância é destacada como prioridade até o esclarecimento definitivo.

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