O daraxonrasib, novo medicamento oral, mostrou resultados promissores em câncer de pâncreas metastático, quase dobrando a sobrevida em comparação com a quimioterapia padrão. O estudo de fase 3 envolveu 500 pacientes já tratados previamente. Os dados foram divulgados pela Revolution Medicines em 31 de maio de 2026.
Em relação à sobrevida, a média passou de 6,7 meses com quimioterapia para 13,2 meses com o daraxonrasib. O uso reduziu o risco de morte em cerca de 60%. Aernalta observada: erupção cutânea foi o efeito colateral mais comum, atingindo 86% dos pacientes.
O câncer de pâncreas é frequentemente difícil de detectar precocemente, com poucos sintomas iniciais e alta taxa de resistência a tratamentos. A mutação KRAS está presente em mais de 90% dos tumores pancreáticos, impulsionando o crescimento tumoral.
Como funciona o daraxonrasib
O fármaco é administrado por via oral, uma vez ao dia. Em vez de mirar diretamente o KRAS, ele se conecta a uma proteína chamada ciclofilina A, presente nas células. Essa ligação desativa sinais que promovem a multiplicação celular.
A parceria com a ciclofilina A permite que o daraxonrasib atue sobre o KRAS ativo, reduzindo a proliferação tumoral. Em comparação com terapias convencionais, o medicamento oferece maior controle da doença com menos interrupções por efeitos graves.
Próximos passos regulatórios
Os resultados respaldam a análise regulatória para aprovação. A Revolution Medicines planeja solicitar a autorização à FDA e a outros órgãos internacionais. Caso aprovado, o remédio pode chegar a pacientes em meses.
Especialistas apontam que o avanço representa uma mudança relevante no tratamento do câncer de pâncreas. Pesquisas futuras devem testar combinações do inibidor com outras terapias para prevenir resistência tumoral.
Este artigo utiliza dados do estudo clínico da Revolution Medicines e do conteúdo apresentado pela The Conversation, republicado sob licença Creative Commons.
Entre na conversa da comunidade