O estudo aponta queda de até 13,9% na precipitação média na região sul da Amazônia até 2050. Pesquisadores de China, Austrália, Coreia do Sul, Finlândia e Brasil analisaram como mudanças climáticas globais e uso da terra interagem para afetar o regime de chuvas local.
A pesquisa, publicada na Geophysical Research Letters, aborda a vulnerabilidade do equilíbrio pluviométrico frente ao desmatamento e à expansão agrícola. O objetivo foi entender se alterações no clima mudam o limiar de desmatamento que reduz as chuvas de forma persistente.
Os resultados destacam que, sob cenários de baixo carbono, a precipitação pode cair 13,9% até 2050, quando combinadas mudanças climáticas e uso da terra. Em cenários de altas emissões, a queda chega a 10,9%, mas com distribuição irregular das chuvas.
Dados e cenários analisados
O sul da Amazônia está sob forte avanço da fronteira agrícola. A projeção aponta redução de cobertura florestal de 49% em 2020 para 39% em 2050, com expansão de áreas de cultivo e pastagens.
A análise considerou dois caminhos climáticos: desenvolvimento sustentável e dependente de combustíveis fósseis. Também foram avaliados cenários de uso da terra no modelo BAU, que supõem expansão agropecuária sem grandes melhorias regulatórias.
Implicações para a região
Os pesquisadores observam que mudanças climáticas agravam a sensibilidade ao desmatamento. O resultado é maior desequilíbrio regional na distribuição de chuvas, o que pode impactar a agricultura e o manejo hídrico local.
O estudo reforça a importância de políticas de proteção florestal para a manutenção de recursos hídricos e da produtividade regional. A pesquisa faz parte de um esforço internacional para entender impactos sinérgicos entre clima e uso da terra.
Este texto reproduz informações do estudo publicado pela Geophysical Research Letters e envolve colaboração de pesquisadores de diversas nações. As conclusões são apresentadas com base em modelos e cenários previstos para 2050.
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