O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida visa permitir investigações sobre possíveis eventos adversos. Dois óbitos com sintomas parecidos com dengue estão em investigação, sem relação causal comprovada até o momento.
A pasta informou que a suspensão é temporária e pediu que estados e municípios mantenham os imunizantes armazenados em condições adequadas de refrigeração. A medida busca aprofundar a análise de segurança antes de eventual retomada.
O governo iniciou busca ativa por novos casos associados à vacina. Equipes de saúde devem identificar e notificar ocorrências suspeitas e monitorar pacientes vacinados recentemente, por lote, unidade de saúde e território.
Investigação em andamento
A Anvisa notificou o Butantan e convocará um comitê de especialistas para conduzir a avaliação epidemiológica, em parceria com o Ministério da Saúde e o PNI. A meta é identificar características comuns entre pacientes com reações.
Quem recebeu a vacina deve ficar atento a sintomas como febre, dor abdominal, vômitos, tontura, sangramentos, desidratação e queda no estado geral. Procurar atendimento rápido é recomendado.
Ao todo, 3.703 notificações de eventos adversos foram registradas entre janeiro e 30 de maio de 2026, representando 0,7% dos vacinados. Dentre os casos graves, três evoluíram com complicações, incluindo duas mortes sob investigação.
A medida não afeta a aplicação da Qdenga, vacina da Takeda incorporada ao PNI em 2023. O imunizante continua disponível gratuitamente no SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
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