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Carros elétricos: o principal desafio é a bateria, não o fogo

Incêndios em carros elétricos são raros, mas mais complexos por causa da bateria; o combate demanda resfriamento interno com grandes volumes de água

BYD Dolphin pega fogo no RS e é primeiro carro elétrico a sofrer incêndio no Brasil
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O incêndio envolvendo um BYD Dolphin no Rio Grande do Sul ganhou destaque por ser o primeiro carro elétrico atingido por fogo no Brasil, segundo relatos locais em 9 de junho de 2026. O episódio chamou a atenção para a bateria, elemento central dos veículos elétricos.

Especialistas afirmam que, embora incêndios em elétricos sejam menos frequentes que em carros a combustão, eles ocorrem por causas semelhantes (curto-circuito, falhas mecânicas, vandalismo ou fogo externo). A diferença está na bateria de alta tensão.

A bateria, instalada no assoalho, abriga centenas ou milhares de células. Cada uma armazena energia química, o que torna o conjunto eficiente, mas sujeito a riscos de falhas internas e superaquecimento se mal usados.

Três caminhos para o incêndio

Colisão ou dano físico podem perfurar a bateria e causar curtos internos. Carregamento inadequado, com equipamentos não homologados, também pode levar a aquecimento extremo. Defeitos de fabricação ou degradação das células aparecem como causas adicionais.

Dados internacionais apontam que incêndios em carros elétricos são menos frequentes que nos a combustão: cerca de 25 ocorrências por 100 mil veículos elétricos, versus aproximadamente 1.500 por 100 mil veículos a combustão.

Por que parece mais perigoso

Incêndios em elétricos costumam ter chamas mais intensas e podem gerar mais fumaça e pequenas explosões, aumentando a percepção de risco. O tempo de combate tende a ser maior, com necessidade de resfriar a bateria por completo.

O combate é desafiado pela proteção da bateria, que dificulta o acesso às células. O ideal é apagar o fogo e, principalmente, reduzir a temperatura interna para evitar reignição, o que exige grandes volumes de água.

Sinais de risco e uso adequado

Sistemas de gerenciamento da bateria monitoram temperatura, tensão e funcionamento em tempo real. Quedas de desempenho, alerta no painel e redução de potência costumam indicar falhas antes que ocorram danos graves.

Intervenções fora do padrão, reparos mal feitos ou uso de equipamentos inadequados aparecem como fatores comuns em incidentes analisados por especialistas. A tecnologia, contudo, evolui para reduzir esses casos.

Panorama atual

Especialistas destacam que, proporcionalmente, o fogo em carros a combustão ainda é mais comum. Ainda assim, incêndios em elétricos são mais complexos e exigem estratégias de resfriamento prolongado.

A tendência é de avanços nas baterias, maior durabilidade e padronização global, o que deve reduzir a frequência de incidentes. A indústria enfatiza uso dentro das condições recomendadas e normas mais rígidas.

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