O El Niño pode intensificar a dengue no Brasil. Segundo boletim da NOAA, a transição para o fenômeno é provável entre maio e julho, com 61% de chance. Para o fim de 2026, a probabilidade de qualquer nível do El Niño superar 90%.
O cenário climático aumenta preocupações com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, além de zika e chikungunya. Temperaturas mais altas e chuvas mais intensas criam criadouros em áreas urbanas, principalmente em ambientes internos.
Dra. Rosana Richtmann, infectologista e diretora de Controle de Infecções do Hospital Santa Joana, alerta para atenção contínua da população. A especialista diz que o ciclo de vida do mosquito se acelera com as mudanças climáticas e as chuvas favorecem criadouros.
Para proteção, equipes de saúde recomendam uso de inseticidas, repelentes e eliminação de água parada. Manter caixas d’água bem vedadas e higienizar recipientes é essencial para reduzir transmissão.
Letícia Pires, executiva de controle de pragas da SBP, reforça que a prevenção precisa ocorrer nos próximos meses. A combinação de conscientização, hábitos preventivos e soluções eficazes é considerada determinante.
O que é o El Niño?
O fenômeno está ligado ao aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial, que altera a circulação atmosférica e o clima global. A intensidade exata de cada ocorrência segue sendo desafiadora de prever com precisão.
Conforme o boletim, o oceano mantém condições neutras, mas a transição para o El Niño é provável entre maio e julho, com 61% de chance. No fim de 2026, a probabilidade de algum nível do fenômeno é superior a 90%.
Epidemia de dengue e vacinação
Em 2024, o Brasil registrou a maior epidemia de dengue de sua história, com mais de 4 milhões de casos prováveis. O país incluiu o teste rápido para dengue na lista de procedimentos custeados pelo SUS.
Vacina contra dengue: suspensão e investigação
O Ministério da Saúde informou que não há prazo definido para o desfecho da investigação sobre a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A aplicação permanece suspensa temporariamente.
Entre 42 eventos adversos graves, três casos estão sendo avaliados com aprofundamento. A pasta ressalta que não é possível concluir que os eventos foram causados pela vacina, citando a correlação temporal como não suficiente para causalidade.
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