O objetivo é monitorar a saúde pública durante a Copa do Mundo, analisando esgoto e conversas na internet para detectar doenças infecciosas. A ação envolve uma equipe de epidemiologia com base em Washington, DC, que atuará caso surjam focos nos EUA, Canadá ou México.
A iniciativa reúne universidades, organizações sem fins lucrativos e empresas privadas para apoiar autoridades de saúde, FIFA e gestores de emergência. O projeto funcionará a partir de um laboratório da Georgetown transformado em centro de comando.
A Copa do Mundo, com duração de 39 dias, começa no México nesta quinta-feira (11). Espera-se a presença de mais de 6,5 milhões de torcedores de 100+ países, distribuídos entre 104 jogos nos três países-sede.
Monitoramento em águas residuais
O centro de operações usa análises de DNA e RNA em águas residuais para detectar sinais de micróbios sem precisar cultivar amostras. A técnica oferece dados em tempo real para sinalizar riscos emergentes.
Rebecca Katz, diretora do Centro de Ciência e Segurança da Saúde Global da Georgetown, lidera o projeto. Sua equipe recebe informações de EUA, Canadá e outros pontos de monitoramento durante a Copa.
O laboratório de Georgetown funciona como ponto de comando, com coordenação entre universidades, hospitais regionais como MedStar Health e organizações de apoio. O objetivo é orientar ações rápidas junto a gestores de saúde.
A equipe prepara um relatório diário de situação para orientar autoridades locais, estaduais, federais e internacionais, além da FIFA. A rede de hospitais MedStar hospeda parte das unidades de biossegurança envolvidas.
Amarração com contexto de saúde pública
A vigilância também envolve dados anonimizados de registros de saúde e observação em plataformas de mídia social para identificar potenciais surtos. O método permite alertas precoces a médicos e ao público.
Katz ressaltou que o monitoramento não se restringe a doenças venais recentes; a equipe acompanha riscos como sarampo, dengue e chikungunya, que podem ter origem em viagens internacionais.
As informações são reunidas com apoio de 20 colegas internos e 30 entidades parceiras, incluindo empresas de monitoramento de águas residuais que fornecem dados sem cobrança. O financiamento vem de uma fundação familiar e da Universidade de Georgetown.
A operação visa complementar ações de agências como CDC e Administração para Preparação e Resposta Estratégica, ampliando a capacidade de resposta a eventos de massa. A iniciativa também funciona como piloto para os Jogos Olímpicos de 2028.
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