A vigilância de esgotos e de redes sociais está sendo utilizada como ferramenta de prevenção durante a Copa do Mundo, prevista para começar nesta quinta-feira. Autoridades de saúde na América do Norte acompanham possíveis surtos de doenças infecciosas com o objetivo de identificar ameaças com antecedência e evitar propagação durante o evento, que deve receber mais de 6 milhões de viajantes nos Estados Unidos, México e Canadá.
A análise de águas residuais envolve sequenciamento de DNA e RNA para detectar traços genéticos de microrganismos sem necessidade de cultivo. A abordagem permite sinalizar surtos potenciais antes que haja registro clínico suficiente para justificar ações emergenciais, contribuindo para respostas rápidas das autoridades.
Paralelamente, uma equipe de saúde pública de Washington monitora conversas em redes sociais para detectar focos de transmissão de doenças durante a Copa. O método visa complementar a vigilância tradicional, identificando padrões de comportamento que possam indicar riscos de saúde pública.
A Organização Pan-Americana da Saúde solicitou reforço na vigilância epidemiológica, vacinação e na capacidade de resposta rápida aos surtos na região. O alerta ocorre em meio ao aumento de casos de sarampo na América do Norte, com impacto potencial sobre os eventos esportivos.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que, entre 1º de janeiro e 13 de maio de 2026, foram notificados mais de 20 mil casos de sarampo e 25 falecimentos nas Américas. Entre os países-sede da Copa, o México liderou as infecções registradas, com 10.920 casos; os Estados Unidos tiveram 1.952; o Canadá, 1.010.
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