A cidade de Piatã, na Bahia, registra temperaturas muito baixas devido à altitude de 1.200 metros, ao relevo montanhoso e à influência de ventos vindos do sul. A combinação eleva o frio na região da Chapada Diamantina, especialmente nas madrugadas.
A queda térmica é histórica: o município, que abriga cerca de 20 mil habitantes, já atingiu 1,2°C na década de 1980, e a média recente tem ficado em torno de 12°C nos últimos dias. O clima frio acompanha o período de maior amplitude na região.
O consultor técnico Mendonça explica que os ventos do Sul ajudam a manter as noites mais frias, repetindo o padrão observado em chuvas volumosas na Bahia na última semana. Em Piatã, o auge do frio costuma ocorrer entre junho e agosto.
Atrativos e economia local
Para turistas, o frio é um elemento que transforma a visita, aliado a trilhas, cachoeiras e aos valiosos panoramas da região. A produção de cafés de alta qualidade se beneficia da altitude e do solo, atraindo visitantes interessados em degustação e visita a fazendas.
Guia de turismo, Amanda Pedreira, relata surpresa comum entre os turistas que chegam à cidade. Muitos esperavam clima mais ameno, mas a experiência se intensifica com a neblina que cobre serras nas primeiras horas.
Além do café, Piatã oferece atrativos como a região dos Gerais, o Vale dos Três Morros e a Serra da Tromba, onde estão nascentes importantes para o Rio de Contas. O Pico do Barbado permanece como ponto elevado de destaque no Nordeste.
Panorama climático da estação
A duração do período mais frio na região é típica desta época do ano. Mesmo com o inverno oficialmente iniciando apenas em 21 de junho, as condições frias já se manifestam de forma perceptível em parte do estado.
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