O sexo acelerou a evolução dos primeiros animais, segundo estudo da Universidade de Cambridge. Pesquisadores analisaram fósseis de animais antigos, com cerca de 574 milhões de anos, para entender por que a reprodução assexuada parece ter limitado a diversidade e a evolução nesses primeiros ecossistemas.
O trabalho, publicado na Nature Ecology and Evolution, sugere que o estresse ambiental e a competição entre grupos impulsionaram a transição para a reprodução sexuada. Ao ampliar a variabilidade genética, a sexualidade teria acelerado a diversificação de formas de vida na transição entre o Ediacarano e o Cambriano.
O estudo usou fósseis de Mistaken Point, em Terra Nova, e combinou escaneamento a laser, análise espacial e inteligência artificial para modelar comunidades com diferentes estratégias reprodutivas. Os resultados apontam que a dispersão limitada associada à reprodução assexuada reduzia o surgimento de novas espécies.
À medida que as águas ficaram rasas, passaram a existir maiores pressões, como marés, tempestades e variações de temperatura. Esses fatores aumentaram a competição por recursos e estimularam a reprodução sexuada entre os animais. Com isso, houve maior dispersão e diversidade.
Os pesquisadores destacam que a transição para o sexo coincidiu com mudanças ambientais significativas e com o surgimento de espécies mais móveis no Cambriano. A ampliação da diversidade contribuiu para uma segunda onda de evolução animal.
A versão tecnológica
Uma ferramenta de IA foi utilizada para apoiar a análise, com supervisão editorial humana. O objetivo foi garantir rigor metodológico e facilitar a interpretação dos padrões observados nos fósseis e nos modelos computacionais.
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