Desde o início de junho, uma fuga de ar na Estação Espacial Internacional (ISS) acendeu o alerta sobre o desgaste da estrutura. Cinco dos sete astronautas em órbita permaneceram por cerca de duas horas na cápsula Dragon “Freedom” da SpaceX, como refúgio seguro, caso fosse necessário retornar à Terra. O episódio ocorreu após detecção de vazamento na área russa da estação.
A missão SpaceX Crew-12 está a bordo, com quatro integrantes, incluindo o cosmonauta Andrey Fedyaev, e dois cosmonautas russos, além de um astronauta da Nasa, Chris Williams. Dois cosmonautas permaneceram na ISS para auxiliar nos reparos. A operação envolve o módulo de serviço Zvezda, acoplado à turbina PrK, que conecta ao segmento russo.
Contexto de vazamentos na ISS
Segundo a Nasa, vazamentos de ar menores vêm sendo monitorados desde 2019, com intensificação recente. A agência afirmou que a pressão interna da ISS continua estável e dentro dos parâmetros previstos, sem risco imediato à tripulação.
Desgaste no módulo Zvezda e próximos passos
O segmento russo Zvezda apresenta sinais de desgaste após décadas de uso. Especialistas apontam microfissuras em soldas antigas e problemas na área de acoplamento, com histórico de 66 acoplamentos no módulo. A nova fuga, diferente de falhas anteriores, complica a identificação da causa.
Cooperação internacional e operações a bordo
Apesar de tensões geopolíticas, a ISS permanece sob operação conjunta de Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão e a agência ESA, com participação da SpaceX. A nave Dragon tem capacidade para até sete pessoas, conforme informado pela operadora.
Futuro da plataforma orbital
A Nasa planeja encerrar as operações da ISS até 2030, com desorbitação em 2031, para em seguida adotar plataformas comerciais em órbita baixa. Incidentes como este destacam os desafios e a resiliência de uma das maiores parcerias científicas da história.
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