A administração de conservação dos Estados Unidos autorizou a matança de corujas-barradas para favorecer a coruja-pintada-do-norte, espécie ameaçada de extinção. O plano, iniciado oficialmente nos últimos meses e divulgado em 2024, prevê eliminar até cerca de 450 mil aves da espécie invasora. A operação ocorre em terra da reserva Yakama, no centro-sul de Washington.
Segundo autoridades, a coruja-barrada ocupa o oeste americano, competindo por alimento com a coruja-pintada-do-norte. Além de serem maiores, as aves invasoras são mais agressivas, o que contribui para o declínio da espécie nativa. A perda de habitat e a exploração madeireira também pesam sobre a conservação.
A decisão busca reduzir a pressão de predação e competição sobre a coruja-pintada-do-norte, cuja proteção é prevista pela Lei de Espécies Ameaçadas. O plano envolve operações de manejo em áreas de habitat crítico na região noroeste do Pacífico.
Ponto de vista ambiental
Parte dos especialistas apoia o controle para proteger a espécie nativa. Organizações ecológicas defendem que o manejo já foi estudado e que é eficaz para preservar a coruja-pintada-do-norte, especialmente em ecossistemas da costa norte.
Outras vozes defendem cautela na abordagem. Defensores dos direitos animais questionam a ética de abater milhares de aves e citam impactos a longo prazo na cadeia alimentar local. O debate público envolve impactos econômicos na indústria madeireira da região.
Segundo analistas, a coruja-barrada é vista como invasora na região noroeste e teria expandido seu alcance pela paisagem alterada pelo homem. A orientação de manejo aponta que a prática pode reduzir conflitos entre espécies, mas o efeito em adultos e filhotes continua sendo avaliado.
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