O mundo registrou o segundo maio mais quente da história, segundo o serviço Copernicus, de monitoramento climático da União Europeia. Mudanças climáticas e o El Niño em desenvolvimento se combinaram para elevar temperaturas em terra e no mar.
O mês foi marcado por uma onda de calor precoce na Europa Ocidental. Registros ocorreram no Reino Unido, França, Irlanda e Portugal, com temperaturas de sensação térmica entre 35°C e 40°C em grandes áreas. A transição rápida contrasta com padrões anteriores.
O Copernicus aponta que maio de 2026 ficou 1,42°C acima da média pré-industrial. O aquecimento europeu, aliado a ondas de calor antecipadas, aumenta impactos em populações, lavouras e ecossistemas.
El Niño reforça o cenário climatico
O calor global também acompanha a tendência de aumento oceânico, que ficou entre as duas maiores médias já registradas. O El Niño deve se formar nos próximos meses e intensificar eventos climáticos extremos ao redor do mundo.
Previsões da Organização Meteorológica Mundial indicam desenvolvimento entre junho e agosto, com possibilidade de ser dos mais fortes já observados. Caso se confirme, 2027 pode registrar temperaturas globais ainda mais altas.
O último El Niño contribuiu para 2023 ser o segundo ano mais quente já registrado, seguido por 2024, o mais quente da história. Cientistas ressaltam que o fenômeno tende a elevar padrões de chuva e regimes hidrológicos globais.
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