Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Poluição agrava problemas cardíacos mesmo com níveis moderados

Poluição do ar está associada a avanço da doença arterial coronariana mesmo em níveis moderados, sugerindo ausência de limite seguro para danos cardíacos

Exposição a longo prazo a ambientes poluídos acelera doenças coronarianas - (crédito: Justin Tallis/AFP)
0:00
Carregando...
0:00

Cientistas canadenses associam a poluição do ar a um quadro mais avançado de doença arterial coronariana, mesmo em níveis moderados. O estudo, publicado na revista Radiology, analisou 11.128 adultos entre 2012 e 2023. A pesquisa cruzou códigos postais com dados de qualidade do ar para estimar a exposição.

A investigação avaliou dois poluentes comuns em áreas urbanas: PM2,5 e NO2. Foram examinados três marcadores de doença coronariana pela tomografia: cálcio, carga de placas e estenose obstrutiva. A relação foi observada ao longo de uma década anterior ao exame.

Para cada aumento de 1 µg/m³ de PM2,5, houve 11% a mais de cálcio nas artérias, 13% de maior formação de placas e 23% de risco aumentado de obstrução. O NO2 mostrou tendências parecidas, porém menos intensas.

A autora sênior Kate Hanneman destacou o uso da tomografia cardíaca como ferramenta de saúde ambiental, capaz de quantificar aterosclerose associada à poluição de forma direta. A pesquisa reforça a ideia de que não há nível seguro.

Os resultados indicam que sinais precoces de doença cardíaca aparecem mesmo com poluição abaixo de padrões regulatórios. Especialistas ressaltam a necessidade de reduzir a qualidade do ar para diminuir o risco cardiovascular.

Implica uma visão ampla sobre vulneráveis: idosos, hipertensos, diabéticos, obesos e pacientes com doença já diagnosticada. Grávidas e crianças também demandam atenção especial, segundo os especialistas ouvidos pelo estudo.

A equipe médica brasileira, com base em cardiologistas de Brasília, aponta que partículas finas atingem alvéolos, provocando inflamação vascular e possível passagem para a corrente sanguínea, com potencial efeito direto no coração e no cérebro.

Para enfrentar o problema, os pesquisadores defendem ações em múltiplos níveis: políticas de emissões, estratégias clínicas individualizadas e medidas de proteção pessoal, já que não existe limiar seguro claro.

O estudo reforça a ideia de que melhorar a qualidade do ar pode trazer benefícios à saúde pública e contribuir no combate às mudanças climáticas, mesmo em contextos com ar relativamente limpo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais