Movimentos repetitivos e longos períodos diante do computador têm aumentado a incidência de tendinite, condição inflamatória que afeta tendões. Segundo a OMS, uma em cada 100 pessoas sofre com o problema.
Além de ser conhecido como LER/DORT, o quadro pode causar limitação de movimento e queda de força. A doença envolve punhos, mãos, ombros e cotovelos, em especial com horas de digitação seguidas por uso intenso do celular.
Especialista explica que há uma sobrecarga silenciosa nas articulações. Pessoas passam o dia entre teclado e mouse e, no tempo livre, continuam com o celular. Tensões se acumulam e podem evoluir para inflamação.
Pausas e alongamentos
Permanecer na mesma posição aumenta a tensão muscular. Pequenas pausas ajudam a reduzir o desgaste. Alongamentos simples para mãos, punhos, pescoço e ombros aliviam a rigidez.
É comum que sintomas apareçam ao acordar, com dormência ou dificuldade de segurar objetos. Esses sinais indicam processo inflamatório em andamento, segundo o Dr. Lúcio Gusmão.
Ergonomia do ambiente
Ajustes na cadeira, na mesa e na tela influenciam a saúde articular. Posturas inadequadas elevam o esforço nos tendões. Monitor na altura dos olhos evita inclinação do pescoço e reduz tensão muscular ao longo do dia.
O uso de um teclado confortável e braços apoiados ajuda a diminuir a sobrecarga em punhos e ombros durante a digitação.
Recuperação muscular e controle da inflamação
Reduzir a sobrecarga mecânica é essencial, mas o corpo precisa de estímulos adequados para recuperação. Sono de qualidade, hidratação e alimentação equilibrada favorecem a regeneração tecidual.
Em alguns casos, medicação pode ser indicada sob orientação médica. O tratamento considera a capacidade geral do organismo de reparar o tecido inflamado.
Fortalecimento e atividade física regular
Exercícios de fortalecimento e flexibilidade aumentam a resistência muscular para sustentar tarefas diárias. Musculatura bem treinada absorve melhor o impacto das atividades.
O sedentarismo eleva a vulnerabilidade de tendões e articulações, especialmente em pessoas com obesidade ou longos períodos sentado. O reforço muscular é uma medida preventiva importante.
Avaliação médica ao sinal de dor persistente
Dor contínua, formigamento ou perda de força não devem ser ignorados. Quando a dor persiste por mais de três meses, a atenção médica é fundamental para orientar tratamento possível.
Segundo o especialista da Rede CADE, é comum adotar uma postura de aceitar limitações, mas existem caminhos para reduzir a dor por meio de orientação profissional.
Por Davi Goulart
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