Um estudo publicado em The Lancet aponta que a vacina RTS,S/AS01 contra a malária contribuiu para reduzir a mortalidade infantil em países africanos entre 2019 e 2023. A avaliação é associada à OMS e utiliza dados do Programa de Implementação da Vacina contra a Malária.
A pesquisa analisou quatro anos de aplicação em três países africanos. Ao todo, 1,29 milhão de crianças receberam a primeira dose, com quedas de óbitos entre áreas onde houve vacinação em relação a áreas de comparação.
A administração ocorreu em três países africanos, com esquema de quatro doses a partir dos cinco meses de idade. Em 46 meses de acompanhamento, foram observadas 5.576 mortes nas áreas de implementação versus 6.152 nas áreas de comparação, desconsiderando mortes por lesão.
A OMS destacou que o estudo demonstra o potencial da vacinação para mudar a trajetória da mortalidade infantil na região. A organização cita necessidade de financiamento contínuo para ampliar a disponibilidade de vacinas.
Mesmo com avanços, a malária continua responsável por um número expressivo de mortes na África. Pesquisadores apontam que a combinação de vacinação, prevenção, diagnóstico e tratamento é crucial para reduzir o impacto da doença.
As informações são provenientes de dados do programa OMS de implementação de vacinas contra malária e das análises apresentadas pela equipe responsável pelo estudo publicado no periódico científico.
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