A agência climática dos EUA confirmou o retorno do El Niño, fenômeno que pode ser um dos mais intensos desde 1950. No Brasil, a projeção é de seca no Norte e tempestades no Sul, com impactos variados ao longo do próximo ciclo. A confirmação ocorre após monitoramentos do Pacífico.
Especialistas ressaltam que a intensidade ainda é incerta, mas as projeções indicam mais de 60% de probabilidade de o fenômeno ser muito forte. A confirmação eleva a cautela para agricultores, governos locais e força de proteção civil.
Em Goiás, produtores relatam prejuízos já na última safra pela escassa chuva. A previsão é de agravamento na próxima temporada, com dificuldades para safras de milho e sorgo em áreas de cultivo tradicionais. Região já observa atraso no plantio.
El Niño volta e impactos no Brasil
O El Niño costuma aumentar o risco de temporais e enchentes na Região Sul, além de elevar temperaturas no Centro-Oeste e Sudeste. No Norte e Nordeste, aumenta a chance de seca e quedas na disponibilidade de água.
Casos já distintos aparecem na Amazônia, onde governo decretou estado de emergência climática por 180 dias, ampliando a mobilização de recursos para enfrentamento de impactos. Ações devem seguir enquanto o ciclo do fenômeno é monitorado.
De acordo com especialistas, o fenômeno deve ganhar força entre novembro e janeiro, com variações regionais. Entidades agrícolas acompanham os desdobramentos para ajustar manejo de culturas e oferta de água.
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