O El Niño já foi confirmado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). O fenômeno começou a se formar, com 63% de chance de atingir categoria muito forte entre novembro e janeiro, o que pode torná-lo o mais intenso desde 1950. A NOAA também aponta que 2026 pode superar 2024 como o ano mais quente já registrado.
Os efeitos variam por região: chuvas menos intensas no Sudeste Asiático e na Índia, e mais intensas na África Oriental e no sul dos EUA. No Brasil, há expectativa de ambas as situações: secas no Norte e Nordeste, e chuvas fortes no Sul e Sudeste.
Impactos esperados no Brasil e ações do governo
O governo informou que a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, criada em 2024, foi reinstalada para articular recursos com ministérios, Forças Armadas, PF e Ibama. A medida visa coordenação de ações preventivas.
Mais de R$ 500 milhões já foram destinados aos corpos de bombeiros estaduais para prevenção de incêndios, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Estados como Santa Catarina decretaram alerta, enquanto São Paulo ampliou monitoramento com IA, câmeras, drones e satélite.
Preparação e saúde pública
O SUS pode enfrentar impactos de secas, chuvas intensas e altas temperaturas, incluindo problemas respiratórios e surto de dengue. O envio de recursos busca evitar danos à população e reduzir efeitos adversos à saúde.
Autoridades destacam que o El Niño é um evento natural com variação regional. Com o aquecimento global, a probabilidade de episódios fortes tende a aumentar, exigindo planos de contingência robustos.
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